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Carlos Alberto Carlão de Oliveira


Unha de fome


 

O cabra ganha uma boa grana em seu emprego, porém, sempre tem um porém, é um sovina da zorra. Priva-se de tudo para poder economizar seu dinheiro. Almoça às 13h30min porque o restaurante oferece desconto de 10% para quem come depois desse horário.

Temos na Catrevagem um quase psicólogo que não permite brincadeiras com um conhecido nosso que, segundo ele, "padece dessa enfermidade. A avareza é uma doença. Veio para nós através do latim avaritia, e possui os seguintes significados de apego demasiado e sórdido ao dinheiro; desejo imoderado de adquirir e acumular riquezas, mesquinhez, sovinice", diz o futuro analista.

Demonstrando que a grana gasta no curso superior não foi em vão, o citado graduando diz que "o vocabulário de psicanálise de Laplanche e Pontalis define a neurose obsessiva como: Classe de neuroses definidas por Freud e que constituem um dos principais quadros da clínica psicanalítica. Na forma mais típica, o conflito psíquico exprime-se por sintomas chamados compulsivos (ideias obsedantes, compulsão a realizar atos indesejáveis, luta contra estes pensamentos e estas tendências, ritos conjuratórios, etc.) e por um modo de pensar caracterizado particularmente por ruminação mental, dúvida, escrúpulos, e que leva a inibições do pensamento e da ação. Não devemos rir do dito cujo e sim compreender e/ou ter pena".

"Eu gosto de Mão de Vaca", diz outro membro da confraria durante uma confraternização etílica. Diz que Mão de vaca é um prato típico da culinária do Ceará preparado com a pata da vaca, que é cortada em pedaços, bem temperada e cozida. O guisado é famoso por ser um prato que fortifica e dá energia. É servido com pirão e arroz branco.

Melhor ser um bom alimento que uma doença. Como não sou nem da Psicologia e muito menos da Gastronomia, chamo o dito cujo de pão-duro, canguinha, unha de fome, mão de finado etc.



Escrito por Carlão às 23h08
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Queremos voltar. O que você acha?



Escrito por Carlão às 21h15
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12 de março de 1984

Pedro Albuquerque:

Quem já teve o desprazer de beber comigo sabe que quase sempre, ou melhor, sempre, conto as mesmas histórias depois da quinta ou sexta bebida obtida pela fermentação alcoólica do mosto de malte de cevada em água potável por ação da levedura cervejeira, com adição de lúpulo ou seu extrato, podendo parte do malte ser substituído por cereais malteados ou não, ou por carboidratos de origem vegetal.

Antes que um desqualificado tente me qualificar como bebum devo dizer que há estudos científicos mostrando que a cerveja previne doenças cardiovasculares, reduz o risco de infarto e melhora a resposta imunológica contra infecções e alergias. Já outro estudo indica que a cerveja tem uma substância, a prolactina, que possui propriedades antiinflamatórias, além de ajudar na luta contra alergias e a osteoporose.

Lá vem a mesma história de um bebum: Dia 12 de março, em 1984, nascia Pedro Albuquerque, meu filho mais velho. Vamos começar do começo que é melhor.
 
Pedro nasceu no fim da ditadura militar. Eu e Nane, a vítima que se atreveu a casar comigo um dia, atuávamos no movimento estudantil (ME) e ao contrário de hoje, nossa geração era bastante solidária e as divergências eram tratadas no campo das idéias.

Quando casamos e saímos do ME ficamos numa tanga da zorra, ou melhor, na maior dureza. Ganhávamos pouco como estagiários e pagar aluguel, comida etc. era algo impossível.

Todo o pré-natal do elemento foi feito por um médico argentino exilado e clandestino que não podia clinicar legalmente e que "contribuía" com o Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André, um dos primeiros a sair das mãos dos pelegos. Trabalhava lá com um grande amigo, Orlando Rodrigues, na época um trotskista da Convergência Socialista. Só no Brasil um "stalino" tem como melhor amigo um "trosko".

Quando o nascimento estava perto, o médico Hermano mandou que procurássemos ajuda médica legal porque ele não poderia entrar em nenhum hospital já que seria extraditado e morreria na Argentina.

Um dia encontro Nelson Pelegrino, hoje conhecido político baiano, em São Paulo, fazendo uma manifestação estudantil no Viaduto do Chá. Ele era dirigente da UNE (União Estadual dos Estudantes) nesta época. Ele diz que Cândido Vacarezza, também baiano, hoje importante deputado federal pelo PT de São Paulo, que na época fazia residência médica em obstetrícia na Faculdade Paulista de Medicina, poderia fazer o parto.

Mais uma vez aqui a gentileza e a solidariedade. Os dois eram da corrente estudantil "Novação", ligada à Ação Popular e eu era da "Viração", do PCdoB.

Tudo certo, fiquei na manha e tranqüilo. Bebia no dia 12/03/84 com os amigos da boa e velha Metodista (Universidade Metodista de São Paulo - Umesp). Formados, sabíamos que cada um seguiria o seu caminho e que pouco nos veríamos depois.

Bebemos um bocado e resolvo chamar a cambada toda para ir à minha casa na Vila Demarcchi, em São Bernardo do Campo, atrás da VW. Chegamos lá e encontro minha mãe e Nane fazendo o almoço. Ela relata que estava com um leve corrimento. Grávida de nove meses, bateu uma preocupação em todos os pinguços e amigos. Liguei para Vacarezza que responde com muita delicadeza: "Irresponsável, traga Nane urgente para o hospital, pois ela pode ter uma infecção. Vamos fazer uma cesariana agora".

"Fizemos um comboio de biriteiros rumo ao Hospital Nossa Senhora das Graças, no bairro da Saúde, em São Paulo. Minha mãe chorava de preocupação, pois temia pela integridade de Nane e do futuro neto. Tudo deu certo. Às 22h05min nasce Pedro Albuquerque e eu acompanhei o parto na sala de cirurgia ao lado de Vacarezza e equipe. Foi uma das grandes emoções de minha vida", como já disse milhares de vezes.

Tenho muito orgulho de ser seu pai, Pedro Albuquerque. Sei que você sempre fará o melhor diante de qualquer situação, dificuldade ou decisão.

Parabéns meu filho pelos seus 29 anos de idade e por nossos 28 anos de residência fixa na Bahia. Nunca perca a confiança em você mesmo. Não desanime e olhe para frente sempre com esperança. Felicidades hoje e sempre!



Escrito por Carlão às 08h27
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Síndrome do manguito rotador quem tem é a...


Nesta quita-feira, 29, um jornalista desinformado das questões médicas e em especial ortopédicas foi se consultar com o excelente ortopedista Fabiano Lopes.

Cheio de dores no ombro esquerdo, algo "normal" para quem passa o dia quase inteiro digitando, foi atendido e sem nenhuma preparação anterior o dito cujo médico soltou a frase maldita: "O senhor tem síndrome do maguito rotador".

Quase que ele recebe pela cara e de bate pronto a resposta: Quem tem esta zorra é a senhora sua mãe.
 
Felizmente o malacabado refletiu e perguntou o que vem a ser a maldita síndrome e de quem se trata o maguito.

O manguito rotador é um grupo de músculos (subescapular, supraespinhoso, infraespinhoso e redondo menor) que cobre a cabeça do úmero e tem grande importância na estabilização, na força e na mobilidade do ombro. Sei que isso não quer dizer zorra nenhuma para a maioria de nós mortais. No popular significa uma dor desgraçada no caso do dito cujo no ombro esquerdo.

O médico indicou um remédio, por sinal caro para os parcos recursos do citado jornalista, e fisioterapia. Dessa indicação o salafra gostou porque a fisioterapeuta da clínica é lindíssima e outras qualidade que não falo para não ser chamado de machista.

Se tiver algum problema ortopédico e seu convênio for o Planserv, procure o médico Fabiano Lopes. O desinformado da história atende pelo nome de Carlão. Como diz Roberto Carlos, "esse cara sou eu".



Escrito por Carlão às 11h31
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O atleta mijão. Vergonha miserável e maldita teconologia!

Soube por fonte fidedigna que um chegado nosso, que por recomendação médica do saudoso José Caires e de Renan Araújo, tem o hábito de caminhar e correr toda manhã, faça chuva ou sol, passou por um terrível constrangimento.

O elemento anda no campus da Uneb no Cabula, às vezes no Saboeiro até o antigo Correio da Bahia e na pista de corrida da Avenida Luiz Viana Filho, mais conhecida como Paralela.

Exercício feito, no dia 11, quinta-feira, o dito cujo voltava para casa quando de repente, não mais que de repente, bateu uma vontade incontrolável de urinar. O sujeito, meio tirado a ateu, rezou para todos os santos católicos, apelou para os Orixás, suplicou a Alah e todos os deuses monoteístas. Seu apelo: Quero chegar em casa enxuto e só lá soltar o mijão.

Fé de menos é lasca. Seu pedido não foi aceito e ele correu feito um demente procurando um beco para soltar o "subproduto líquido do corpo, tipicamente estéril (na ausência de doenças), secretada pelos rins e excretado pela uretra".

Os alunos de todas as escolas pareciam estar na rua naquele horário, 7h15min do dia 11, quinta-feira. Não teve jeito. Já sentindo a estrovenga gotejar apelou para urinar atrás de um posto de gasolina. Fez o serviço e sentiu-se o mais feliz dos homens.

Dia 16, terça-feira, o cabra faz seu tradicional exercício e vai comprar o jornal no mesmo posto de gasolina onde ele fez o serviço. Deu-se a tragédia. O rapaz diz ao meliante: "O senhor me desculpe, mas é que o senhor foi mostrado na câmera mijando perto da geladeira de cerveja quebrada ali atrás".

Maloqueiro tem arte e ele alegou ser um ancião com problemas graves na bexiga e fez o ato desabonador em razão da doença. O funcionário até ficou com pena do sujeito e disse que não tinha problema e que ele só estava alertando.

O citado atleta mijão fez duas promessas: nunca mais beber muita água antes de correr e jamais, nem por necessidade vital, pisará na delicatessem do posto em questão. Vergonha miserável Maldita teconologia!



Escrito por Carlão às 08h28
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Catrevagem reúne-se dia 8 de outubro na Ribeira. "Pra chorar ou pra sorrir, segunda-feira estamos aqui"


No dia 8 de outubro, segunda-feira, logo após saber o resultado eleitoral, as pessoas de bem vão trabalhar e produzir normalmente. Isso vale para quase todos, menos para os meliantes da Catrevagem que se reunirão a partir das 10 horas na Ribeira, para bebemorar e comemorar seja qual for o resultado das urnas.

A Catrevagem supera qualquer ideologia ou tendência partidária. É uma organização secreta que tem como base o consumo exacerbado de produtos danosos à saúde que atendem pelo nome de cervejas.

Como toda organização terrorista, etílica e destruidora dos fundamentos ocidentais que deram origem à família e outros conceitos, a Catrevagem beberá e comerá o cozido da famigerada "Segunda-feira Gorda da Ribeira" enquanto os normais trabalham para o desenvolvimento do Brasil.

Só existe uma certeza: acontecerá "di um tudo". Em 2010, por exemplo, um elemento desqualificado, diga-se de passagem, o mais idoso da turma, tomado pelo "Das trevas, Drão, Tranjão, Tibes, Tentador, Temba, Sujo", chegou a verter líquido de procedência não identifica em lugar inapropriado. Ele jura que caiu cerveja. Há outras opiniões a respeito...

Procure Edmar Nogueira para mais informações. A reunião extraordinária da Catrevagem tem como lema: "Pra chorar ou pra sorrir, segunda-feira estamos aqui". A militância da organização está convocada pela direção superior a participar do malfazejo, na Ribeira, dia 8, a partir das 10 horas.



Escrito por Carlão às 10h15
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O Escorpião - vale muito a pena ler:


Um mestre do Oriente viu quando um escorpião estava se afogando e decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo na água e estava se afogando de novo. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou.

Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse:

— Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas às vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?

O mestre respondeu:

— A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.

Então, com a ajuda de uma folha o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.

Uma observação a meu respeito: “Não sou mestre de zorra nenhuma e se você me atormentar tá ferrado”. Carlão da Bahia.



Escrito por Carlão às 11h25
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